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Religião e mística – entrevista com Jimmy Sudário Cabral

24 mar

Publicado originalmente no site da TV Horizonte

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Slavoj Zizek fala sobre o cristianismo

5 mar

Este vídeo é a última parte do filme-documentário The pervert’s guide to ideology do filósofo esloveno Slavoj Zizek  – infelizmente não encontrei uma versão com legendas. No vídeo, Zizek argumenta que a grandeza do livro de Jó não consiste no fato de Jó declarar sua inocência, mas insistir na falta de sentido de suas calamidades. Para Zizek, a grande “sacada” de Jó é perceber que Deus não era justo ou injusto, mas impotente e isso se estende na paixão de Cristo. Numa leitura anacrônica radical do livro de Jó – como ele próprio afirma em seu livro A monstruosidade de Cristo (2014: 78-79) – ele afirma: “Jó previu o sofrimento futuro de Deus – ‘Hoje sou eu, amanhã será seu próprio filho, e não haverá ninguém para intervir por ele. O vês agora em mim é a prefiguração de sua própria Paixão!”

Ainda em outra parte da mesma obra faz uma reflexão um tanto provocativa sobre a  morte desse Deus transcendente:

“Quando somos confrontados com um evento como o Holocausto, ou a morte de milhões no congo nos últimos anos, não seria obsceno dizer que essas manchas possuem um significado mais profundo, pois contribuem para a harmonia de um Todo? Existe um Todo que pode ser justificado teologicamente, e assim redimir ou suprassumir um evento como o Holocausto? A morte de Cristo na cruz, desse modo, significa que deveríamos  nos livrar imediatamente da noção de Deus como um cuidador transcendente que garante o resultado feliz de todos os atos, a garantia da teologia histórica – a morte de Cristo na cruz é a morte desse Deus, ela repete a posição de Jó, ela recusa qualquer “significado mais profundo” que ofusque a realidade brutal das catástrofes históricas.” (2014: 77)

Ficam aqui registradas essas provocações zizekianas!

 

ZIZEK, Slavoj. A monstruosidade de Cristo: paradoxo ou dialética? São Paulo: Três estrelas, 2014.

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Entre o Céu e a Terra – Entrevista Gilbraz Aragão

2 jan

Entrevista concedida pelo professor Gilbraz Aragão para a série Entre o céu e a terra. A série é uma mistura de ficção e documentário que tenta revelar, por meio da diversidade regional e cultural do Brasil, como as diferentes tradições religiosas se posicionam sobre temas da humanidade, sejam eles práticos, éticos ou espirituais.

Coordenador do Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife, Gilbraz Aragão mantém pesquisa sobre teologia cristã e diálogo inter-religioso, metodologia teológica e transdisciplinaridade.

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Ilya Prigogine – Ciência, religião e uma nova utopia

29 dez

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The End of the Beginning – God is an Astronaut

9 nov

Em um futuro não tão distante nos converteremos em pó e cinzas soprados pelo vento, pisados pelo peso do tempo. Aí então quando as ruínas da nossa civilização forem apenas meros borrões sem nomes e lembranças na imensidão do cosmos, o que será toda essa ânsia por ganância e poder que constantemente corrói e destrói os projetos de esperança de uma humanidade humanizada?

Mailson Cabral

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Diversidade religiosa na África – A tolerância e a paz entre as religiões africanas

7 out

 

Este é um bom documentário para se pensar a questão da diversidade religiosa.

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O Pálido Ponto Azul – Carl Sagan

1 jul

“Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós. Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada crianças esperançosas, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada “superstar”, cada “lidere supremo”, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol.

A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nas infindáveis crueldades infringidas pelos habitantes de um canto desse pixel, nos quase imperceptíveis habitantes de um outro canto, o quão frequentemente seus mal-entendidos, o quanto sua ânsia por se matarem, e o quão fervorosamente eles se odeiam. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, em sua gloria e triunfo, eles pudessem se tornar os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Nossas atitudes, nossa imaginaria auto-importancia, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, é desafiada por esse pálido ponto de luz.

Nosso planeta é um espécime solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda essa vastidão, não ha nenhum indicio que ajuda possa vir de outro lugar para nos salvar de nos mesmos. A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida. Não ha lugar nenhum, pelo menos no futuro próximo, no qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez, se estabelecer, ainda não. Goste ou não, por enquanto, a terra é onde estamos estabelecidos.

Foi dito que a astronomia é uma experiência que traz humildade e constrói o caráter. Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos… o pálido ponto azul.”

Por Carl Sagan.