I

O mundo para o crente se divide basicamente entre cristãos e não-cristãos. Nenhuma segregação se mostrou tão perversa quanto essa na história da humanidade dada a extensão da barbárie social e da violência simbólica gerada pelo dogmatismo cristão.

II

Eis o que a religião é: devaneio. Um cálice cheio de devaneio dos mitos é o que ela é, dela os homens se embebedam e se lançam na devoção, no transe, no êxtase, na orgia, na loucura. É o homo ludens que se manifesta em todo o seu vigor e fervor. É um erro da razão dita esclarecida achar que pode banir a existência de sua gêmea ludens,  que a pode tratar de maneira asséptica, livre do que a envergonha.  A racionalidade habita entre a sapiência e a demência.

III

Definição clássica para o cristianismo: utopia de características totalitárias.

IV

Assumimos narrativas míticas para conferir sentido as nossas vidas, não há como escapar disso, sejam essas narrativas religiosas, políticas, ou mesmo éticas, nos guiamos por mitos que criamos e valorizamos. Só por isso se pode falar em sentido da existência, pois criamos um, e por ele nos guiamos.

Mailson Cabral.

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