É justamente na escrita que se encontrar meu prazer e terapia. Colocar as ideias no papel, juntar as letras que vão dando forma às palavras que tornam as minhas ideias comunicáveis é uma experiência que transcende o texto crítico-argumentativo, é um fluxo de consciência que se faz por meio da linguagem que me eleva de alguma maneira do tempo comum, quase uma experiência religiosa, todavia destituída de divindade(s).

Escrever se tornou uma necessidade para mim, a questão de compartilhar publicamente alguma coisa é secundária, o importante é escrever.  Aqui no blog está uma parcela que versa sobre religião, também escrevo sobre outros temas, prometo postar algo futuramente.

Penso que nunca poderei explicar plenamente a realização do que é escrever para mim, a linguagem escrita é uma extensão do que sou, há sangue nas coisas que escrevo e é exatamente por isso que amo escrever. Tomo aqui a ousadia de dizer que sou um escritor, digo isso não por vaidade, mas porque sem a escrita uma parte preciosa estaria perdida, algo que nunca teria descoberto: a minha voz. Faço-me acessível a mim mesmo e a quem se identifique com o que escrevo.

Parafraseando Edgar Morin, eis outra coisa que sou além de escritor: navegante, um navegante em um oceano de incertezas, entre arquipélagos de certezas.

Mailson Cabral.

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